Ao ver uma reportagem sobre adolescentes e bebidas alcoólicas, agradeci muito, mais muito mesmo a Deus por isso não me encher os olhos. Não serei hipócrita, assumo que em alguns momentos já me deu aquela maldita vontade de saber como era beber. Mas graças a Deus, a minha covardia e a enorme vontade que eu tenho de não me envergonhar, nem ao meu Deus ou aos meus pais não me permitiu.
Eu sei que já devo ter postado algo sobre isso, mas é incrível como as pessoas se interessam por coisas que vão destruí-las, que prejudicar suas vidas e porque não dizer, acabar com elas? Para mim, isso tudo é uma maneira imbecil de se libertar um pouco de alguns problemas que possam ter ou até mesmo, uma forma de chamar a atenção de alguém que deve ser importante.
Penso o seguinte: se tenho algum problema que eu já não consigo resolver sozinha, eu certamente procurarei alguém ao qual eu posso entregá-lo e que eu sei que poderá resolvê-lo. Tenho uma filosofia de vida: se estou com raiva, ódio ou com um problema que me faz ter uma certa vontade de extravasar isto de forma “louca”, eu JAMAIS, repito, JAMAIS farei algo para prejudicar a mim mesma. Pelo contrário, a partir do momento em que me conscientizar de que o erro está em mim e não nos outros, eu tentarei me consertar e, enquanto eu não chegar a essa conclusão, certamente tentarei fazer alguma que fará com que o “causador” do meu problema “pague pelo que fez”, tenho que assumir, às vezes tenho esse espírito de vingança, afinal, eu sou humana né? Mas eu afirmo que isso é extremamente momentâneo, eu diria até que só dura pouquíssimos segundos.
Contudo, felizmente ou infelizmente, eu ainda não sei, acho que sou uma das poucas pessoas de quem tenho conhecimento que pensa deste jeito, que não quer se autodestruir.
Às vezes penso que somos como aquelas mensagens autodestrutivas de filmes à lá 007: em poucos segundos conseguimos acabar com a vida que nos foi dada e que não teremos a chance de ter outra, pelo menos na minha percepção, não. E mesmo se tivéssemos, existem coisas que são únicas e não devemos pensar em fazer o errado achando que existirá uma próxima vez. É como diz a música, semana que vem pode não chegar. Mas parece que ninguém tem mais essa visão hoje em dia. Costumo dizer que estamos a viver numa época “living la vida loca” onde ninguém se importa consigo mesmo, com o próximo, com o mundo. Mas, eu não vou desistir, eu cavarei um pouquinho mais. Se tanta gente não faz a sua parte, pelo menos a minha, eu vou fazer.


