quarta-feira, 21 de novembro de 2012

certeza de tudo

Mais uma noite sem dormir. Corretivo ultimamente é o seu melhor amigo. Inúmeras xícaras de café pra se manter acordado durante o dia, enquanto tem de cumprir sua obrigação de estudar. Coração apertado, uma guerra em sua mente, um sorriso nos lábios. Quanta contradição, não? 
Sentimentos desconexos. Ora triste, ora feliz, ora amoroso, ora amargo. Sabe o que isso significa? Seus escudos estão a cair. Simplesmente não consegue mais suportar a pressão de ser sempre o mais forte. Suas forças simplesmente vão embora, pra longe. Talvez voltem, talvez não. Tudo que realmente interessa é o fato de que tudo isso está acontecendo por querer ser amado, querer que lhe aceite, mesmo com tantos defeitos. Movido a emoções e hormônios. 
Fé em Deus. A única coisa da qual está realmente certo e convicto a respeito. O resto, se dissolve em medos, incertezas, inseguranças e tudo coopera pra que seus escudos simplesmente desfaleçam com uma absurda facilidade. O que é irônico porque demorou tanto tempo para que conseguisse construí-los. 
São só palavras, só sentimentos que vem criando força por, prefere-se acreditar assim, hormônios descontrolados. É como se estivesse andando numa corda bamba se salto agulha e a qualquer momento, pudesse cair dentro de si mesmo, mais uma vez. Podendo assim, tentar refazer ou simplesmente desfazer o que não lhe agrada a respeito de si mesmo. 
É, pelo visto, irá passar por mais uma noite em claro onde, de manhã, precisará do auxílio de seu mais novo melhor amigo e o dobro, talvez, quem sabe, o triplo de xícaras de café. 

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

passado, quem sabe um presente, incerto, no futuro.

Sempre fora diferente de todos. Quando criança, todos gostavam dos convencionais ursinhos de pelúcia, enquanto gostava de girafas, dinossauros e macacos. Por volta dos 10 anos, enquanto todos pensavam em como iriam se comportar pra ganhar presentes de fim de ano, sonhava em como seria sua vida daqui há 10 anos, pensava em como seus textos seriam, se multidões se identificariam com seus sentimentos e palavras. Em sua adolescência, enquanto todos viviam suas vidas de forma insana e 'arrebatadora', vivia a sonhar com o dia em que seria dono de si, sonhava com o dia em que a sua vida realmente seria sua, sonhava com o dia em que deixaria de ser um fantoche na mão de pessoas que acreditavam fazer o seu bem, mas só faziam o contrário.
Ainda que fosse de uma geração onde todos amam a tudo e todos intensamente e verdadeiramente, sempre fora frio, com poucos amigos e uma dificuldade imensa de amar e confiar em qualquer pessoa. Sempre fora julgado por suas ações, seu gosto musical, seu cabelo, sua forma de vestir, agir ou até mesmo pensar. Quantas vezes, ó céus, quantas vezes fora comparado a pessoas totalmente falsas, podres de alma e coração e ambiciosas pelas ramificações ruins da vida, ainda que sempre tentasse fazer o certo. Por um bom tempo, aguentara calado, guardara tudo para si, achava sua opinião irrelevante. Porém, um dia toda criança cresce, toda lagarta vira borboleta. Então começara a definitivamente ter voz, a cuspir seus anseios e opiniões sobre tudo e todos, pois, pense bem, estando calado e sem dar motivos, já fora julgado mil vezes; então, já que de qualquer forma seria julgado, que o fizessem com algum motivo, algum real motivo. Passara a fazer isso, a agir assim. Será possível imaginar o que aconteceu? 
Sempre amara o mar, o Sol, as estrelas, o mundo. Sempre quisera conhecer cada canto dessa planeta tecnicamente redondo quando se trata de forma, mas redondamente enganado quando se trata de opiniões, sempre fora diferente, sempre fora o não convencional.
Sempre gostara de R&B enquanto todos adoravam pagode, gostara de rock enquanto todos gostavam de possíveis músicas de um possível amor que nem mesmo nos filmes era passado. Sempre fora diferente. 
Sempre fora arrogante, imponente, metido a autossuficiente, mas nunca imprudente. Sempre vivera em sem mundinho fechado, desarrumado e completamente confuso, pois era ali que podia ser ele mesmo. Sempre quisera ser importante de qualquer forma na vida de alguém. Sempre quisera um amor, até então inexistente nos filmes americanos ou franceses quem sabe. Sempre quisera descobrir algo magnífico que mudaria o rumo da ciência, que mudaria o mundo pra uma forma melhor ou pior, nunca se sabe. 
Nunca gostara de perdas. De nenhum tipo, ainda que fosse de um singelo fio de cabelo que logo seria substituído por mais ou quem sabe dois fios do mesmo. Sempre fora covarde, ainda que tentasse parecer corajoso na frente de todos. Nunca tivera ninguém que o ensinasse a amar, mas sempre sonhara com isso. Nunca tivera aval sobre sua vida, que lhe foi concedida, que é sua por direito e ainda com todos os motivos necessários para se rebelar, sempre fora prudente, acreditando na utópica possibilidade de que talvez, por seus bons atos, recebesse como recompensa, a sua vida em suas próprias mãos, que tivesse direitos sobre ela. 
Nunca tivera a vida que pediu a Deus um dia, mas sempre e pra sempre, mantivera/manterá a esperança de que um dia, suas diferenças serão notadas e será considerado como alguém único, talvez até importante, talvez até amado por alguém,  talvez respeitado e talvez realizado, ou quem sabe, que se tornará alguém que não seja tão indeciso, que seja repleto de certezas e não incertezas que não tenha medos e que coragem seja o item responsável por sua vida. Talvez, só talvez. Talvez um dia, quem sabe, deixará de ser tragado ferozmente por suas incertezas e que por fim, se sinta normal e quem sabe até completo, se é que isso pode ser considerado como um fim para ele, para mim, para tu, para nós.