Nós nunca mudamos, não é mesmo? Felizmente ou infelizmente, a resposta pra essa pergunta é positiva. Nós sempre dizemos que queremos mudar. Sempre dizemos que queremos e que vamos esquecer experiências ruins, namoros mal terminados, paixões platônicas, a dor de uma perda, mas a verdade, é que nos dias em que você está totalmente pensativo e em dúvida sobre qualquer coisa, ainda que seja banal, todos esses sentimentos, escolhas, pensamentos .. Vem tudo à tona! Nós nunca mudamos, não é mesmo? Quando pequenos sonhamos que quando formos adultos teremos casas lindas, com jardins e um cachorro de estimação, o seu carro dos sonhos na garagem, com o cara dos nossos sonhos, no emprego dos nossos sonhos, saindo com os melhores amigos possíveis e estar sempre curtindo a vida da forma que achamos correta. Crescemos e por mais que neguemos, esses sonhos permanecem lá, intactos, escondidos no fundo da nossa alma, só que se antes aquele era o único e perfeito projeto de vida e tinha 100% da sua atenção, agora tem apenas 75% ou quem sabe 50% porque a gente cresce, a vida cobra, nossos olhos são abertos, nossa inocência é tirada e somos obrigados a ver, que nem é tudo é do jeito que queremos e dai caímos naquela frase clichê, do 'querer não é poder'.
Apesar disso tudo, como nunca mudamos, todos crescemos, ganhamos de presente as obrigações, os problemas, as dores e também as felicidades, ainda que momentâneas, os amigos que entram e nossas vidas e começam a fazer diferença e coisas do tipo, mas os seus desejos de criança ainda estão lá, quer você negue, quer não. Se você era do tipo feio e estranho, eu sonho de ser torna um belo cisne, já que fora um patinho feio e estar com as pessoas mais bonitas e bem vestidas, ainda está lá, ainda que você negue. Se você era pobre e não tinha condições de ter nem mesmo o que comer, seu sonho de ter uma vida melhor e consequentemente fornecer o melhor aos seus filhos, também ainda está lá. No fundo no fundo a gente nega, mas todos eles estão lá, pois o que acontece é exatamente como dissera, nós nunca mudamos. Apenas amadurecemos por imposição da vida e dos acontecimentos, mas os seus planos iniciais sempre estão lá.
Nós sempre queremos viver nossas vidas e não ser cruéis, queremos ser bons 'praqueles' que nós amamos, queremos ter amigos por perto, viver a vida de forma louca, como se não houvesse amanhã, fazer viagens inesperadas, ter paixões inesperadas, beijos roubados, abraços apertados, lágrimas de emoção e quem sabe algumas de tristeza, queremos viver a vida onde o Sol surge, numa casa de madeira e sei lá, alcançar a tão sonhada felicidade.
É, definitivamente, nós nunca mudamos, nos (re)moldamos, nos adequamos, mas mantemos a essência, porque por algum motivo, acredito que seja ele bom, deep inside, somos feitos de sonhos de quando tínhamos a possibilidade e viabilidade de ser criança e com toda sinceridade, certamente foi a melhor época da nossa vida e como somos tolos, não soubemos aproveitar porque ainda que a gente não tenha consciência, nós nunca mudamos, não é mesmo?
relicário.
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
certeza de tudo
Mais uma noite sem dormir. Corretivo ultimamente é o seu melhor amigo. Inúmeras xícaras de café pra se manter acordado durante o dia, enquanto tem de cumprir sua obrigação de estudar. Coração apertado, uma guerra em sua mente, um sorriso nos lábios. Quanta contradição, não?
Sentimentos desconexos. Ora triste, ora feliz, ora amoroso, ora amargo. Sabe o que isso significa? Seus escudos estão a cair. Simplesmente não consegue mais suportar a pressão de ser sempre o mais forte. Suas forças simplesmente vão embora, pra longe. Talvez voltem, talvez não. Tudo que realmente interessa é o fato de que tudo isso está acontecendo por querer ser amado, querer que lhe aceite, mesmo com tantos defeitos. Movido a emoções e hormônios.
Fé em Deus. A única coisa da qual está realmente certo e convicto a respeito. O resto, se dissolve em medos, incertezas, inseguranças e tudo coopera pra que seus escudos simplesmente desfaleçam com uma absurda facilidade. O que é irônico porque demorou tanto tempo para que conseguisse construí-los.
São só palavras, só sentimentos que vem criando força por, prefere-se acreditar assim, hormônios descontrolados. É como se estivesse andando numa corda bamba se salto agulha e a qualquer momento, pudesse cair dentro de si mesmo, mais uma vez. Podendo assim, tentar refazer ou simplesmente desfazer o que não lhe agrada a respeito de si mesmo.
É, pelo visto, irá passar por mais uma noite em claro onde, de manhã, precisará do auxílio de seu mais novo melhor amigo e o dobro, talvez, quem sabe, o triplo de xícaras de café.
Sentimentos desconexos. Ora triste, ora feliz, ora amoroso, ora amargo. Sabe o que isso significa? Seus escudos estão a cair. Simplesmente não consegue mais suportar a pressão de ser sempre o mais forte. Suas forças simplesmente vão embora, pra longe. Talvez voltem, talvez não. Tudo que realmente interessa é o fato de que tudo isso está acontecendo por querer ser amado, querer que lhe aceite, mesmo com tantos defeitos. Movido a emoções e hormônios.
Fé em Deus. A única coisa da qual está realmente certo e convicto a respeito. O resto, se dissolve em medos, incertezas, inseguranças e tudo coopera pra que seus escudos simplesmente desfaleçam com uma absurda facilidade. O que é irônico porque demorou tanto tempo para que conseguisse construí-los.
São só palavras, só sentimentos que vem criando força por, prefere-se acreditar assim, hormônios descontrolados. É como se estivesse andando numa corda bamba se salto agulha e a qualquer momento, pudesse cair dentro de si mesmo, mais uma vez. Podendo assim, tentar refazer ou simplesmente desfazer o que não lhe agrada a respeito de si mesmo.
É, pelo visto, irá passar por mais uma noite em claro onde, de manhã, precisará do auxílio de seu mais novo melhor amigo e o dobro, talvez, quem sabe, o triplo de xícaras de café.
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
passado, quem sabe um presente, incerto, no futuro.
Sempre fora diferente de todos. Quando criança, todos gostavam dos convencionais ursinhos de pelúcia, enquanto gostava de girafas, dinossauros e macacos. Por volta dos 10 anos, enquanto todos pensavam em como iriam se comportar pra ganhar presentes de fim de ano, sonhava em como seria sua vida daqui há 10 anos, pensava em como seus textos seriam, se multidões se identificariam com seus sentimentos e palavras. Em sua adolescência, enquanto todos viviam suas vidas de forma insana e 'arrebatadora', vivia a sonhar com o dia em que seria dono de si, sonhava com o dia em que a sua vida realmente seria sua, sonhava com o dia em que deixaria de ser um fantoche na mão de pessoas que acreditavam fazer o seu bem, mas só faziam o contrário.
Ainda que fosse de uma geração onde todos amam a tudo e todos intensamente e verdadeiramente, sempre fora frio, com poucos amigos e uma dificuldade imensa de amar e confiar em qualquer pessoa. Sempre fora julgado por suas ações, seu gosto musical, seu cabelo, sua forma de vestir, agir ou até mesmo pensar. Quantas vezes, ó céus, quantas vezes fora comparado a pessoas totalmente falsas, podres de alma e coração e ambiciosas pelas ramificações ruins da vida, ainda que sempre tentasse fazer o certo. Por um bom tempo, aguentara calado, guardara tudo para si, achava sua opinião irrelevante. Porém, um dia toda criança cresce, toda lagarta vira borboleta. Então começara a definitivamente ter voz, a cuspir seus anseios e opiniões sobre tudo e todos, pois, pense bem, estando calado e sem dar motivos, já fora julgado mil vezes; então, já que de qualquer forma seria julgado, que o fizessem com algum motivo, algum real motivo. Passara a fazer isso, a agir assim. Será possível imaginar o que aconteceu?
Sempre amara o mar, o Sol, as estrelas, o mundo. Sempre quisera conhecer cada canto dessa planeta tecnicamente redondo quando se trata de forma, mas redondamente enganado quando se trata de opiniões, sempre fora diferente, sempre fora o não convencional.
Sempre gostara de R&B enquanto todos adoravam pagode, gostara de rock enquanto todos gostavam de possíveis músicas de um possível amor que nem mesmo nos filmes era passado. Sempre fora diferente.
Sempre fora arrogante, imponente, metido a autossuficiente, mas nunca imprudente. Sempre vivera em sem mundinho fechado, desarrumado e completamente confuso, pois era ali que podia ser ele mesmo. Sempre quisera ser importante de qualquer forma na vida de alguém. Sempre quisera um amor, até então inexistente nos filmes americanos ou franceses quem sabe. Sempre quisera descobrir algo magnífico que mudaria o rumo da ciência, que mudaria o mundo pra uma forma melhor ou pior, nunca se sabe.
Nunca gostara de perdas. De nenhum tipo, ainda que fosse de um singelo fio de cabelo que logo seria substituído por mais ou quem sabe dois fios do mesmo. Sempre fora covarde, ainda que tentasse parecer corajoso na frente de todos. Nunca tivera ninguém que o ensinasse a amar, mas sempre sonhara com isso. Nunca tivera aval sobre sua vida, que lhe foi concedida, que é sua por direito e ainda com todos os motivos necessários para se rebelar, sempre fora prudente, acreditando na utópica possibilidade de que talvez, por seus bons atos, recebesse como recompensa, a sua vida em suas próprias mãos, que tivesse direitos sobre ela.
Nunca tivera a vida que pediu a Deus um dia, mas sempre e pra sempre, mantivera/manterá a esperança de que um dia, suas diferenças serão notadas e será considerado como alguém único, talvez até importante, talvez até amado por alguém, talvez respeitado e talvez realizado, ou quem sabe, que se tornará alguém que não seja tão indeciso, que seja repleto de certezas e não incertezas que não tenha medos e que coragem seja o item responsável por sua vida. Talvez, só talvez. Talvez um dia, quem sabe, deixará de ser tragado ferozmente por suas incertezas e que por fim, se sinta normal e quem sabe até completo, se é que isso pode ser considerado como um fim para ele, para mim, para tu, para nós.
Ainda que fosse de uma geração onde todos amam a tudo e todos intensamente e verdadeiramente, sempre fora frio, com poucos amigos e uma dificuldade imensa de amar e confiar em qualquer pessoa. Sempre fora julgado por suas ações, seu gosto musical, seu cabelo, sua forma de vestir, agir ou até mesmo pensar. Quantas vezes, ó céus, quantas vezes fora comparado a pessoas totalmente falsas, podres de alma e coração e ambiciosas pelas ramificações ruins da vida, ainda que sempre tentasse fazer o certo. Por um bom tempo, aguentara calado, guardara tudo para si, achava sua opinião irrelevante. Porém, um dia toda criança cresce, toda lagarta vira borboleta. Então começara a definitivamente ter voz, a cuspir seus anseios e opiniões sobre tudo e todos, pois, pense bem, estando calado e sem dar motivos, já fora julgado mil vezes; então, já que de qualquer forma seria julgado, que o fizessem com algum motivo, algum real motivo. Passara a fazer isso, a agir assim. Será possível imaginar o que aconteceu?
Sempre amara o mar, o Sol, as estrelas, o mundo. Sempre quisera conhecer cada canto dessa planeta tecnicamente redondo quando se trata de forma, mas redondamente enganado quando se trata de opiniões, sempre fora diferente, sempre fora o não convencional.
Sempre gostara de R&B enquanto todos adoravam pagode, gostara de rock enquanto todos gostavam de possíveis músicas de um possível amor que nem mesmo nos filmes era passado. Sempre fora diferente.
Sempre fora arrogante, imponente, metido a autossuficiente, mas nunca imprudente. Sempre vivera em sem mundinho fechado, desarrumado e completamente confuso, pois era ali que podia ser ele mesmo. Sempre quisera ser importante de qualquer forma na vida de alguém. Sempre quisera um amor, até então inexistente nos filmes americanos ou franceses quem sabe. Sempre quisera descobrir algo magnífico que mudaria o rumo da ciência, que mudaria o mundo pra uma forma melhor ou pior, nunca se sabe.
Nunca gostara de perdas. De nenhum tipo, ainda que fosse de um singelo fio de cabelo que logo seria substituído por mais ou quem sabe dois fios do mesmo. Sempre fora covarde, ainda que tentasse parecer corajoso na frente de todos. Nunca tivera ninguém que o ensinasse a amar, mas sempre sonhara com isso. Nunca tivera aval sobre sua vida, que lhe foi concedida, que é sua por direito e ainda com todos os motivos necessários para se rebelar, sempre fora prudente, acreditando na utópica possibilidade de que talvez, por seus bons atos, recebesse como recompensa, a sua vida em suas próprias mãos, que tivesse direitos sobre ela.
Nunca tivera a vida que pediu a Deus um dia, mas sempre e pra sempre, mantivera/manterá a esperança de que um dia, suas diferenças serão notadas e será considerado como alguém único, talvez até importante, talvez até amado por alguém, talvez respeitado e talvez realizado, ou quem sabe, que se tornará alguém que não seja tão indeciso, que seja repleto de certezas e não incertezas que não tenha medos e que coragem seja o item responsável por sua vida. Talvez, só talvez. Talvez um dia, quem sabe, deixará de ser tragado ferozmente por suas incertezas e que por fim, se sinta normal e quem sabe até completo, se é que isso pode ser considerado como um fim para ele, para mim, para tu, para nós.
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
nada solitário
Todos dizem que você deve perder seus medos, amar irrevogavelmente e incansavelmente, lutar por seus objetivos se é que você tem algum, viver como se não houvesse amanhã e até cometer alguns erros que depois, lá na frente, vão te fazer perceber que se for pra errar do jeito que aconteceu antes, que você sempre erre assim porque foi assim que você pôde aprender uma lição importante pra toda a vida. Mas ai eu me pergunto: e se você tiver tanto medo preso dentre de si que se sente incapaz de permitir que eles sejam liberados? e se você não tiver toda essa liberdade que aparentemente todo mundo tem hoje pra simplesmente sair vivendo la vida loca? e, se talvez você não souber como é realmente amar alguém de forma irrevogável e incansável? Mediante tudo isso, eu me faço mais uma pergunta: qual é a alternativa pra uma vida feliz e correspondida em todas áreas pra pessoas que se encaixam nessas 3 últimas perguntas que acabara de fazer? Acredite, faz um tempo que eu venho tentando encontrar, mas vou te falar que está demasiadamente difícil.
Também já ouvi dizer que somos o que sentimos. E se você não sentir nada, o que você? E se você frequentemente se sentir sozinho? Segundo a essa afirmação então, você seria um nada solitário, é isso? Bem, infelizmente, parece que sim.
Talvez eu só esteja chateada e cansada de tantas coisas, ou da falta de tantas coisas; talvez eu só esteja vendo que a vida tem passado e nada se torna melhor, tudo se mantém a mesma coisa ou simplesmente piora; talvez eu esteja escrevendo porque escrever o que você sente, ainda que você seja um nada solitário, pode te salvar de você mesmo tantas e tantas vezes ou talvez eu esteja escrevendo pelo simples fato de querer um certo alívio, por perceber dentre todas as circunstâncias, talvez essa ainda seja a única forma não censurada que tenho de por o que eu 'sou' pra fora.
De uma coisa estou ciente: isso deve mudar, porque isso não é vida e também não é nenhum crime se sentir assim, mas tenho que seguir em frente e sempre tentar o meu melhor.
Também já ouvi dizer que somos o que sentimos. E se você não sentir nada, o que você? E se você frequentemente se sentir sozinho? Segundo a essa afirmação então, você seria um nada solitário, é isso? Bem, infelizmente, parece que sim.
Talvez eu só esteja chateada e cansada de tantas coisas, ou da falta de tantas coisas; talvez eu só esteja vendo que a vida tem passado e nada se torna melhor, tudo se mantém a mesma coisa ou simplesmente piora; talvez eu esteja escrevendo porque escrever o que você sente, ainda que você seja um nada solitário, pode te salvar de você mesmo tantas e tantas vezes ou talvez eu esteja escrevendo pelo simples fato de querer um certo alívio, por perceber dentre todas as circunstâncias, talvez essa ainda seja a única forma não censurada que tenho de por o que eu 'sou' pra fora.
De uma coisa estou ciente: isso deve mudar, porque isso não é vida e também não é nenhum crime se sentir assim, mas tenho que seguir em frente e sempre tentar o meu melhor.
quinta-feira, 19 de julho de 2012
these days
Perder alguém que você ama, dói e muito. Saber que você nunca mais vai poder vê-la, abraçá-la, ouvir a sua voz, é pior ainda. Mas ainda pior que esses dois juntos, é tentar se reerguer e saber como recomeçar a sua vida a partir disso, acreditar que possa existir um possível recomeço sem alguém que realmente é e sempre será importante pra você.
Só que o mais revoltante de tudo é quando certas pessoas insinuam que você se apega demais ao passado ou coisa e tal. Realmente, é muito fácil falar quando seu coração nunca foi partido, teus tesouros nunca te foram tirados e quando se tem coração, mas não o coração de carne que todo e qualquer um ser humano possui e sim o coração de sentimentos. De fato, esse é o grande problema de pelo menos metade da população mundial: estranhos, anônimos e pessoas totalmente irrelevantes querendo te dizer o que sentir, a quem amar, o que você deve fazer para ser aceito e considerado como algo. Sempre foi assim e parece que sempre vai ser. De todos os jeitos e forma,s o mundo te obriga a se calar, a ter que esconder a sua dor num canto obscuro e quase intocado do seu coração e a sua voz em algum lugar de onde nunca possam ser retirados.
Diante disso tudo, mesmo com tantas dificuldades, mesmo tendo que esconder a sua dor, sua revolta, sua raiva, sua voz em tantos momentos da sua vida, não se cale! Comece aos poucos. Se não podes gritar o que sentes para todo o mundo ouvir, encontre algo que te faça expressar o que sente e simplesmente o faça. Sem covardia ou ressentimentos ou medo de ser acusado sobre alguém. Pense que nesse mundo em vivemos, só importa a opinião de uma Única pessoa e que você só vai te permitir parar caso Ele te diga pra parar. Essa pessoa é Deus.
Honre a raça a qual você pertence, honra o título de racional que você tem, que te difere de todos os outros animais. Faça com que aqueles que te julgam, sintam na pele como é ter seu coração partido, como é ter seus tesouros roubados. ACREDITE. PENSE. REFLITA, AJA. Vale mesmo a pena ser só mais um no meio da multidão?
Só que o mais revoltante de tudo é quando certas pessoas insinuam que você se apega demais ao passado ou coisa e tal. Realmente, é muito fácil falar quando seu coração nunca foi partido, teus tesouros nunca te foram tirados e quando se tem coração, mas não o coração de carne que todo e qualquer um ser humano possui e sim o coração de sentimentos. De fato, esse é o grande problema de pelo menos metade da população mundial: estranhos, anônimos e pessoas totalmente irrelevantes querendo te dizer o que sentir, a quem amar, o que você deve fazer para ser aceito e considerado como algo. Sempre foi assim e parece que sempre vai ser. De todos os jeitos e forma,s o mundo te obriga a se calar, a ter que esconder a sua dor num canto obscuro e quase intocado do seu coração e a sua voz em algum lugar de onde nunca possam ser retirados.
Diante disso tudo, mesmo com tantas dificuldades, mesmo tendo que esconder a sua dor, sua revolta, sua raiva, sua voz em tantos momentos da sua vida, não se cale! Comece aos poucos. Se não podes gritar o que sentes para todo o mundo ouvir, encontre algo que te faça expressar o que sente e simplesmente o faça. Sem covardia ou ressentimentos ou medo de ser acusado sobre alguém. Pense que nesse mundo em vivemos, só importa a opinião de uma Única pessoa e que você só vai te permitir parar caso Ele te diga pra parar. Essa pessoa é Deus.
Honre a raça a qual você pertence, honra o título de racional que você tem, que te difere de todos os outros animais. Faça com que aqueles que te julgam, sintam na pele como é ter seu coração partido, como é ter seus tesouros roubados. ACREDITE. PENSE. REFLITA, AJA. Vale mesmo a pena ser só mais um no meio da multidão?
sábado, 10 de dezembro de 2011
that's all folks!
Hoje, depois de muitos estresses e discussões, parei pra pensar e rever tudo o que eu fiz, que deixei de fazer e que deveria ter feito nesse ano. Pensei sobre o que tenho falado, o que tenho ouvido, o que tenho visto, quem tenho ganhado e os que perdi, enfim, fiz uma espécie de retrospectiva. E então me dei conta de que sem dúvidas eu sou uma metamorfose ambulante, que é errada e errante, que vive no seu mundo por perceber que este mundo em que vivo tem coisas que vão contra tudo o que sou e acredito, que não ligo pra o que os outros falem de mim, mas que ainda assim, tenho meus dias ruins, onde me sinto frágil, desolada, excluída, gorda e feia, que existem momentos em que a vontade de chorar apesar de nada ter acontecido é imensa, mas ainda assim, não me permite cometer este erro, não vou contra os meus princípios.
Cheguei a conclusão de que estava e estou errada, que andei por tempos me abatendo por coisas que denominava como 'problemas' e que eram meros caprichos meus. E foi ai que lembrei que eu não sou qualquer criatura inútil, alheia ou como qualquer outra coisa. Não. Eu sou filha do Altíssimo, daquele que nunca me abandona e ainda consegue me perdoar por todos os meus eros cometidos, que me permite escolher o que acho certo pra mim mesmo que seja a decisão errada, mas depois, me conserta se eu assumir que errei e que sem Ele, eu não consigo. Foi então que parei e pensei: tenho mesmo motivos pra muitas vezes me revoltar por nada ? ou me abater e me sentir mal quando alguém me diz que pareço ser on que não sou ? Não, não sou assim. Sou o que julgam ser errado em uma garota, sou o oposto do 'normal'; enquanto todas gritam e idolatram ídolos pops, eu estou a ouvir músicas que falam da minha realidade, que me tocam o coração, que me dizem algo; enquanto todas usam as roupas mais fofas, os cabelos mais lisos e as maquiagens mais duráveis, eu sempre estou vestindo algo que me faça sentir bem, confortável, com os cabelos cada vez mais cheios e alvoroçados e ainda menos me importando com a durabilidade das maquiagens; enquanto saem pra curtir festas e se embebedar, beijar pessoas as quais nem o nome sabem, eu estou a rir vendo minhas séries, a falar com meus amigos, a postar no meu blog e a estudar; enquanto todas buscam o cara perfeito, eu prefiro acreditar que ninguém nasce pra ficar só e que um dia ainda encontrarei meu prínsapo. É, eu sou estranha, sou diferente, mas já não disseram uma vez que ser diferente é normal ? Então, faço jus a isso com minhas atitudes, meu jeito de falar e andar, minha religião, meu cabelo, enfim, com minha vida.
É lógico que, às vezes tenho uns lapsos de normalidade e converso, visto e até mesmo uso certas coisas que muitos que me conhecem considerariam impossíveis quando se trata de mim, mas o que me consola e me alivia é saber que o que eu visto ou deixo de vestir, não faz quem eu ou, isso me mantém tranquila, em paz comigo mesma.
E, aós refletir sobre tudo isso, decidi que o meu 2012 vai ser diferente! Que vou realizar os sonhos que não pude em 20011, que colocarei em prátia tudo que aprendi a fazer e a não fazer neste ano que se vai, que cada vez menos devo ligar pra o que pensa,dizem, ou acham de mim e manter sempre comigo a ideia de que a minha paz consiste em estar bem comigo e com Aquele que nunca me abandonará,isso realmente é o que me importa.
sábado, 22 de outubro de 2011
Fire and flames.
Eu quero ficar perto de tudo que acho certo até o dia que eu mudar de opinião. Sabe aqueles momentos da sua vida em que tudo o que queremos é nos isolar do mundo e ficar em paz num lugar com praia, sombra, vento, cheiro de mar e somente você e seus pensamentos ? É, eu me encontro nessa situação. Contudo, ao passo que quero estar somente comigo e com Deus, também quero aqueles que tanto amo ao meu lado. Queria fazer com que aquela utopia, aquele sonho adolescente de simplesmente ir contra todas as regras que me foram impostas durante toda a minha vida se tornasse realidade. Queria que assim como nos filmes americanos, eu mudasse de escola e de casa e ao chegar lá, encontrasse os meus novos melhores amigos e o amor da minha vida. Enfim, acho que o que realmente quero é ter o oposto de vida que eu tenho.
Quero ser livre pra poder ter todos os piercings que quiser onde quiser, ter todas as tatuagens que eu quiser sem ser vista como louca e sem ser aceita ou rejeitada pela sociedade e mesmo que não me aceitem, problema! Eu realmente não dou a mínima. Quero poder fazer o que quiser com meu cabelo, com minhas roupas, com meu quarto, minha casa, MINHA VIDA! Quero ser apenas tudo o que eu realmente sou, mas sou impedida pois tenho que corresponder a um padrão de vida do qual discordo totalmente e fazer parte de uma sociedade que desprezo da pior forma possível.
É, talvez eu esteja ficando louca ou rebelde demais, ou inconformada demais. Mas a única coisa que almejo é o meu lugar ao Sol, é viver a minha vida do jeito que eu quero, é ser feliz e poder adorar ao meu Deus e ser simplesmente quem eu sou. É poder morar onde quiser morar, fazer o que quiser fazer, ser quem eu quiser ser e não quem me obrigam a ser. Preciso respirar, por pra fora tudo o que sinto, tudo o que vejo, tudo o que penso ou então, explodirei.
Explodir. Es a possível solução para os dilemas, os meus limites. Ou talvez, o faísca necessária para que eu entre em combustão. Sinto-me como uma substância prestes a receber a energia que a faz entrar em combustão e simplesmente me permitir arder e deixar que a pequena faísca que inicialmente me libertou, me consuma, até que por fim, não exista nada além de tudo o que sou sendo liberto, sendo liberado e traduzindo realmente, quem eu sou.
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