Eu quero ficar perto de tudo que acho certo até o dia que eu mudar de opinião. Sabe aqueles momentos da sua vida em que tudo o que queremos é nos isolar do mundo e ficar em paz num lugar com praia, sombra, vento, cheiro de mar e somente você e seus pensamentos ? É, eu me encontro nessa situação. Contudo, ao passo que quero estar somente comigo e com Deus, também quero aqueles que tanto amo ao meu lado. Queria fazer com que aquela utopia, aquele sonho adolescente de simplesmente ir contra todas as regras que me foram impostas durante toda a minha vida se tornasse realidade. Queria que assim como nos filmes americanos, eu mudasse de escola e de casa e ao chegar lá, encontrasse os meus novos melhores amigos e o amor da minha vida. Enfim, acho que o que realmente quero é ter o oposto de vida que eu tenho.
Quero ser livre pra poder ter todos os piercings que quiser onde quiser, ter todas as tatuagens que eu quiser sem ser vista como louca e sem ser aceita ou rejeitada pela sociedade e mesmo que não me aceitem, problema! Eu realmente não dou a mínima. Quero poder fazer o que quiser com meu cabelo, com minhas roupas, com meu quarto, minha casa, MINHA VIDA! Quero ser apenas tudo o que eu realmente sou, mas sou impedida pois tenho que corresponder a um padrão de vida do qual discordo totalmente e fazer parte de uma sociedade que desprezo da pior forma possível.
É, talvez eu esteja ficando louca ou rebelde demais, ou inconformada demais. Mas a única coisa que almejo é o meu lugar ao Sol, é viver a minha vida do jeito que eu quero, é ser feliz e poder adorar ao meu Deus e ser simplesmente quem eu sou. É poder morar onde quiser morar, fazer o que quiser fazer, ser quem eu quiser ser e não quem me obrigam a ser. Preciso respirar, por pra fora tudo o que sinto, tudo o que vejo, tudo o que penso ou então, explodirei.
Explodir. Es a possível solução para os dilemas, os meus limites. Ou talvez, o faísca necessária para que eu entre em combustão. Sinto-me como uma substância prestes a receber a energia que a faz entrar em combustão e simplesmente me permitir arder e deixar que a pequena faísca que inicialmente me libertou, me consuma, até que por fim, não exista nada além de tudo o que sou sendo liberto, sendo liberado e traduzindo realmente, quem eu sou.

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